

Nos momentos , raros, de tranqüilidade gosto de ver o movimento na varanda de casa.
Vida mais ou menos esta de Pet!
Fomos viajar e deixamos nosso animal com meus pais. A primeira vez que ela ficou com eles a Hanna ficou parada no portão por alguns minutos. Desta vez ela não ficou nem um segundo. Ela estava muito ocupada brincando com sua irmã. Hoje vou vê-la e saber o que andou aprontando.
Ela e a Diudi trouxeram tudo que acharam no fundo do terreno para frente de casa. A Hanna cavou vários buracos. Meu pai disse que iria cobrar uma taxa extra por causa deles.
A festa quando nos viu foi algo! Ela reconheceu o barulho do motor do carro quando chegamos. Entrando em casa foi para todos os cantos cheirar e na hora de dormir ela subiu as escadas e ficou quietinha para dormi; coisa que achei que não iria acontecer, já que me disseram que as duas labradoras ficavam brincando a noite toda.
È impressionante como esses animais são inteligentes e amam água! A Hanna aprendeu muita coisa só observando, não é preciso brigar e ensinar muitas vezes uma coisa para ela.
A água é epinotizante aos labradores, eles ficam cegos e surdos quando estão perto de um rio, se jogam mesmo. Tem que ver a Hanna e sua irmã Diudi brigando dentro d’água, pois uma fica dando caldinho na outra. As duas ficam muito à vontade chegando a boiar.
Para terem uma idéia temos um vídeo onde a maloqueira* da Hanna se enfia numa valeta, que estava cheia d’água.
* Maloqueira: aqui no sul maloqueira(o) pode significar muitas coisas. Na ocasião está mais para um ser que é bagunceiro ou desordeiro.
Agora vem o capítulo: Aprendi descer a escada!
Como falei anteriormente ela tinha medo da escada e eu tinha que carregar a
Hanna Para cima e para baixo no colo. Comecei aos poucos fazê-la subir partes dos degraus sozinha. Até um dia que a fiz descer puxando pelo pescoço bem devagar. Ok, tudo tranqüilo e normal. Certa hora estava lavando uma locinha de costa para a sala e para a escada, quando escuto o barulho da escada, olho e não vejo nada, percebendo que a cadela não estava deitada aos meus pés resolvi olhar para cima e lá estava ela balançando o rabo me olhando. Falei algo elogiando e ela desceu a mesma, depois disso a Hanna ficou descendo e subindo a escada o tempo todo. Parecia que ela estava me dizendo: “Olha, olha, eu aprendi!” Foi muito engraçado!!

Pode parecer um plágio do livro Marley e Eu, mas acredite não é. Já que ainda não tive tempo de ler o mesmo.
Decidi escrever as aventuras de Hanna, uma labradora chocolate que adotamos com 11 meses. Seu estado dava pena, com claros sinais de maus tratos: arredia, suja e faminta. Depois de umas semanas de convívio veio a confiança e a amizade.
Nos primeiros dias ela tinha medo até da escada caracol que leva para a churrasqueira e quarto de moça. Da mesma forma foi demorado ela colocar seu lado arteiro para fora, quem têm esses animais sabe do que me refiro. As artes diminuíram quando veio o cio, vejam bem – diminuíram e não cessaram.
Vou começar contando quando consegui fazê-la brincar pela 1º vez.
Comprei um desses ossos que cachorros normalmente devoram, e para minha surpresa ela ficou com medo! Sim apavorada seria a palavra certa. Fiquei chateada, pois queria conquistar sua amizade. Dois dias depois comprei uma bola de tênis, desta vez para minha alegria a Hanna parecia finalmente um animal feliz. Acho que despertou sua infância o objeto amarelo que picava e rolava. Com o despertar do animal dentro dela que começou a amizade e as bagunças.